De acordo com os especialistas, os próximos 5 a 10 anos provavelmente testemunharão a chegada dos primeiros medicamentos capazes de efetivamente retardar o processo natural de envelhecimento, aumentando, assim, a probabilidade dos humanos atingirem ou mesmo ultrapassarem os 150 anos de idade.
Mesmo nos dias de hoje, com os atuais recursos médicos, o padrão de vida e os serviços de saúde oferecidos ao público em geral, pode-se esperar que uma australiana que nasça hoje viva para além dos 100 anos.
Além disso, com a introdução de novas terapias com células-tronco, o desenvolvimento de novos medicamentos que permitam que o corpo humano recomponha-se por si mesmo está alcançando níveis mais elevados de aplicabilidade.
O Professor Smith, Decano da Faculdade de Medicina da UNSW, afirma que as atuais circunstâncias oferecem grandes esperanças de que a espécie humana poderá experimentar o aumento da longevidade daqui a poucas décadas. O Professor, ainda, diz que viver por longos 150 anos pode parecer até mesmo aterrorizante para alguns.
Entretanto, esta seria uma excelente experiência se você estivesse em forma e saudável até os últimos anos de sua vida. De acordo com Smith, o objetivo não é o de meramente “espremer” anos de vida adicionais, mas de prover às pessoas longo período de vida saudável.
Em palestra proferida em 17 de outubro de 2011, sob o título “Feliz e saudável envelhecimento: um paradoxo ou uma possibilidade?”, um dos principais tópicos abordados pelo Professor Smith foi o relacionado aos desafios que a sociedade estaria por enfrentar em decorrência do aumento da expectativa de vida de sua população.
De acordo com o Professor, certamente as pessoas não gostariam de gastar muitas e improdutivas décadas em casa após se aposentarem aos 65 anos de idade.
A Baronesa Susan Greenfield, neurocientista da Universidade de Oxford, sugere que as pessoas passarão a ter mais de uma carreira de trabalho. Algumas pessoas, por exemplo, irão começar uma nova carreira aos 65 anos de idade, empenhando-se mais às atividades orientadas ao conhecimento do que às atividades físicas, como ocorre hoje.
Entretanto, para que as pessoas realmente atinjam os 150 anos, a prioridade dos pesquisadores deverá ser enfrentar enfermidades como a demência o Mal de Alzheimer. Se essas doenças senis não forem resolvidas, então a vida mais longa poderá resultar em um desastre econômico e social, alerta a pesquisadora.
David Sinclair, especialista em envelhecimento da Universidade de Harvard, diz que o ritmo de avanço da idade do corpo humano é controlado por um grupo de genes. De acordo com ele, a habilidade do corpo humano para se recuperar é extraordinária.
O Professor Sinclair demonstrou que o vinho tinto contém um componente vegetal chamado resveratrol, que é capaz de prolongar a vida de fungos, vermes, moscas e ratos, pela produção de sirtuínas – um tipo de proteína.
Em 2008, a GlaxoSmithKline adquiriu a empresa co-fundada por ele, pelo valor de 720 milhões de dólares. De acordo com o Professor, as moléculas geradas sinteticamente são 1000 vezes mais potentes que o resveratrol, e hoje estão sendo testadas clinicamente em humanos que sofrem de doenças relacionadas ao avanço da idade, com o diabetes tipo 2. E tais moléculas estão provando ser capazes de surtir efeitos já nesse curto espaço de tempo. O primeiro e mais importante objetivo dos testes é criar medicamentos tratar as pessoas já afetadas pelas doenças e, após isso, tentar postergar a chegada das enfermidades relacionadas à idade. Ele ainda afirma que, embora os testes estejam em um estágio muito inicial, é possível que se esteja testemunhando o início de uma tecnologia revolucionária que poderá, em breve, permitir a humanos alcançar a avançada idade de 150 anos. De qualquer forma, a tendência da longevidade humana é a expansão.
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